Polícia Civil deflagra operação no Piauí e em mais três estados

No Piauí, dois irmãos foram presos, entre eles uma mulher, que é apontada como a pessoa responsável pela lavagem de dinheiro, advindo do tráfico de entorpecentes.

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A Polícia Civil do Piauí, através da Divisão de Capturas (Dicap), em conjunto com o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa do Distrito Federal, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (13) uma operação com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos acusados de tráfico de drogas e homicídios no Distrito Federal. As ações estão sendo executadas também nos estados do Maranhão e também em Goiás.

De acordo com o coordenador da Dicap, delegado Willame Moraes, a operação foi desencadeada depois de mais de 30 homicídios registrados no Distrito Federal, que identificou uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas no DF, que mandava executar as mortes.

No Piauí, dois irmãos foram presos, entre eles uma mulher, que é apontada como a pessoa responsável pela lavagem de dinheiro, advindo do tráfico de entorpecentes.

Ainda segundo Willame Moraes, uma equipe do Distrito Federal está no Piauí participando das diligências. Um advogado, ainda não teve o nome revelado, foi preso no Distrito Federal.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí divulgou no início da tarde desta terça-feira (13) o nome dos oito policiais militares presos na “Operação Fraudulenti”, que são suspeitos de fraude no concurso público da Polícia Militar em 2014. Dos presos estão dois irmãos.

A operação foi deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), em parceria com o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) e a Corregedoria da Polícia Militar do Piauí.

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina expediu nove mandados de prisão temporária, todos cumpridos, e 9 mandados de busca e apreensão. Foram cinco prisões em Teresina, duas em Simões e uma na cidade de São Luís, no Maranhão. Dos presos, oito são policiais militares.

Confira o nome dos presos:

1. Gitã Duarte Ferro (preso em São Luís, no Maranhão)

2. Antônio Francisco Mendes da Silva

3. Fernando Coutinho dos Santos

4. Danilo Barros e Silva

5. Braulio Siqueira Candido de Sousa (preso em Simões)

6. Gezza Duarte Ferro

7. Geová Gomes da Silva

8. Francisco de Assis Gonçalves da Silva (preso em Simões)

9. Antônio Yuri Rodrigues da Cruz Neto (que trabalhava na gráfica e repassou a prova)

A investigação

Em 2015, o secretário de Segurança Pública Fábio Abreu, determinou que a Polícia Civil investigasse as suspeitas de fraude no concurso da Polícia Militar do Piauí que foi realizado no ano de 2014.A investigação descobriu que um funcionário da empresa que cuidou da confecção da prova, acabou furtando uma prova e entregou para a organização criminosa, que passou para alguns candidatos do concurso o gabarito.

“Após denúncias feitas por alguns candidatos que fizeram o concurso, eu determinei que se iniciasse essa investigação e chegamos à conclusão que eles conseguiram ter esse benefício, por meio de um funcionário de uma gráfica que repassou a prova para esse grupo. Essas pessoas tiveram a mesma quantidade de erros e de acertos, uma série de detalhes que foram minunciosamente investigados. Hoje então foi decidido deflagrar a operação, onde foram presos oito policiais e uma pessoa da empresa terceirizada que teve acesso a essa prova”, explicou Fábio Abreu.

O secretário de Segurança afirmou que a pessoa responsável por vazar a prova explicou em depoimento porque decidiu participar dessa fraude. “O argumento da pessoa que vazou a prova, é que o primeiro membro para quem ele passou a prova afirmou que era uma pessoa necessitada e que tinha o sonho de ser policial e que consequentemente se sensibilizou com essa situação e passou essa prova”, afirmou o secretário.

Para identificar quem teve o acesso as provas, a Polícia Civil realizou uma análise técnica nos gabaritos e uma análise documental. Com essa investigação os policiais acabaram descobrindo que algumas pessoas estavam com gabaritos iguais, e um nível de acerto superior a 90%. Após encontrar os suspeitos, foram investigados os vínculos entre eles. As informações do GP1.

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