
Mesmo diante de um cenário adverso e da escassez de recursos financeiros, a determinação dos agricultores do Perímetro Irrigado do Caldeirão transformou dificuldades em produtividade. Movidos por força de vontade e coragem, os irrigantes mantêm a terra viva e diversificada com o cultivo de culturas como melancia, feijão e milho.
Neste ano, o esforço conjunto resultou no plantio de mais de 70 hectares destinados a essas lavouras. O grande diferencial dessa conquista é a parceria estratégica com uma cooperativa de Tianguá-Ce, que garante o fornecimento de insumos agrícolas e assegura a compra de 100% da produção, oferecendo estabilidade financeira e segurança aos produtores locais.
Nesta semana, foi oficialmente iniciada a colheita da melancia. Para otimizar o escoamento da safra e evitar a saturação do mercado local, os agricultores adotaram o escalonamento do plantio. A técnica consiste em semear em meses diferentes para que a colheita ocorra de forma gradual, facilitando a comercialização e garantindo melhores preços. Além disso, a eficiência no uso da água é prioridade: quase a totalidade da área cultivada utiliza o sistema de irrigação por gotejamento, otimizando cada gota do recurso hídrico.
O sucesso da iniciativa também passa pela gestão técnica e institucional. Francisco das Chagas (Tico), chefe da Cest-PI/UCBP-DNOCS Caldeirão, e Marcos Furtado, chefe da Piscicultura do DNOCS em Piripiri, têm se desdobrado para viabilizar apoio integral aos produtores. Atuando lado a lado com as associações locais, a liderança oferece orientação técnica e suporte administrativo contínuo.
A união entre a resiliência dos irrigantes, o suporte técnico do DNOCS e o modelo cooperativo prova que, com planejamento e gestão de recursos, a agricultura familiar no Piauí continua sendo uma força motriz de desenvolvimento e superação.




