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Polícia LUZILANDIA

Homem morre após furar barreira sanitária e ser agredido em Luzilândia e PMs são afastados

O Comando Geral determinou abertura de Inquérito Policial Militar através da Corregedoria.

09/05/2020 15h26 Atualizada há 4 meses
Por: admin
Foto: Clicaluzilandia
Foto: Clicaluzilandia

Um homem veio a óbito na manhã de hoje no Hospital Estadual Gerson Castelo Branco, segundo a família, após ter sido espancado por policiais na tarde desta quinta-feira (07). Raimundo Nonato Lima da Costa, conhecido por Raimundo Cigano, teria furado a barreira na ponte que liga Luzilândia ao Maranhão e após ser perseguido, agredido em sua residência e levado à delegacia, foi encaminhado ao hospital, aonde veio a óbito.

Segundo relatos de familiares, que preferem não se identificar, Raimundo havia ido visitar a mãe no Porto Formoso, primeira localidade após atravessar a ponte para o Maranhão. Na ida havia apenas um policial na barreira e ele passou sem maiores problemas, na volta à cidade de Luzilândia, ele novamente furou a barreira.

A família conta que ele foi perseguido, alvejado por tiros, mas não foi atingido. Raimundo se dirigiu à sua residência, onde ao resistir à abordagem e mostrar uma faca aos policiais, foi agredido com paus e levado a delegacia. A família afirma que há testemunha do ocorrido e há sangue na residência, que comprova as agressões.

O fato aconteceu na tarde desta quinta (07), e após ser conduzido à delegacia, ele foi encaminhado ao Hospital Estadual Gerson Castelo Branco no início da noite, onde ficou internado. “Ele passou a noite no Hospital, o filho dele estava com ele, disse que às 23hs ele teve uma crise, foi estabilizado, mas ás 5hrs da manhã, ele morreu”, disse.  

Um membro da família, que presenciou toda ação, conta que cinco policiais estavam presentes na abordagem. A família vai processar os agressores. Durante toda a manhã testemunhas foram ouvidas pela polícia e peritos estiveram na residência.

De acordo com a tenente-coronel Elza Rodrigues, diretora de Comunicação Social da PM-PI, o Comando Geral determinou abertura de Inquérito Policial Militar através da Corregedoria.

"Os policiais foram apresentados no Batalhão de Piripiri e foi determinado que o presidente do inquérito policial militar junte perícia e exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) ao documento", informou a tenente-coronel.

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